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segunda-feira, março 02, 2009

Amália - o filme

O Teatro Bernardim Ribeiro recebeu, em 3 sessões, o filme português Amália.
A habitual sessão de quinta-feira à noite, a matiné de sexta-feira para reformados e utentes dos lares do concelho e a sessão extra de sexta-feira à noite, levaram à sala de espectáculos do concelho cerca de 800 pessoas, predispostas a ver a história da diva do fado e uma das maiores vozes nacionais de sempre.
Muitas foram as opiniões à saída do cinema, umas agradadas com a película, outras nem por isso... Mas cada cabeça, sua sentença...
Quem foi com o intuito de ver a história de vida da Amália, da Amália pura e benfeitora, saiu decepcionado.
O filme revela o outro lado da Amália, a Amália humana, uma pessoa como tantas outras. Teve amantes, bebeu, fumou e fez loucuras como qualquer mortal faz.
Qual é agora o drama? Estamos com isto a denegrir a imagem de uma das maiores referências do nosso país? Mas achavam que a senhora não partia um prato? Que não pulou a cerca? Que não bebeu e fumou quando lhe apeteceu?
Certamente que, e isso acontece em todas as histórias baseadas em factos verídicos, há situações que poderão ter ser sido levadas ao exagero. Poderão não ter sido tantos os homens com que Amália dormiu, o àlcool e o tabaco até pode ter sido menos, as tentativas de suicídio poderão não ter acontecido, mas fez ou não fez a grande maioria dos actos que vêm retratados no filme? Ou apenas o que é verdade é a vida de sofrimento, o desprezo da mãe e a inveja da irmã?
Em todas as histórias há mentiras, ou a série que passou na SIC sobre a vida íntima de Salazar, o mal amado dos grandes portugueses, é toda verdade? Essa já pode ser verdadeira, porque ninguém gosta do homem mas toda a gente suspira por ele.
Quando se fizer um filme sobre a vida do Eusébio, possivelmente lá virá contado as noites de borga e bebedeira e as agressões à D. Flora, sua esposa, ou isso também é mentira?
Não sejamos mais papistas que o Papa... São ídolos, são figuras públicas, são ícones da sociedade, mas antes de isso tudo são seres humanos, são pessoas como nós... também cagam o pézinho de vez em quando...

11 comentários:

José Gonçalez disse...

Como tu cagáste neste teu artigo. Sem que eu perceba bem porquê, é uma resposta ao que escrevi hoje de manhã no meu blog? Não é preciso achincalhar as pessoas para as retratarmos, mesmo que nesse lado humano, que tu queres. No minimo, por respeito, devemos manter a diginidade daqueles de quem falamos, ainda por cima quendo são aqueles que elevaram o nome do nosso país e chegaram onde poucos chegam. Passamos a vida a destruir as pessoas, e o que é ganhamos com isso? Um país de merda, que se apressa a destruir aqueles que deveria enaltecer. Falar do lado humano? Muito bem, isso fez Filipe Lá Féria, de forma séria e digna, com os mesmos personagens, as mesmas passagens, mas com dignidade e o respeito que Amália, nos deverá merecer, sempre. E para aqueles, que como eu, ainda tiveram o previlégio de privar com Amália, saberão sempre que jamais foi bêbeda e não tinha essa relação odioso com a Mãe e com a Irmã. Santa não seria, mas foi uma belissima Rainha, com muitos defeitos, como eu e tu, mas a verdade é que, enquanto noutros países, já depois da sua morte, houve quem a condecorasse e desse ás flores o seu nome, nós fazemos-lhe um filme, onde a vestimos de PUTA. tal como disse no meu blog, que Deus nos perdoe.

Fernando Jorge disse...

Concordo, em absoluto. O normal, já nós conhecemos e vivemos, todos temos essa possibilidade. Que nos mostrassem o genial, o unico, sem envergonhar. Viva Amália sempre!

francisco disse...

Eu tambem não gostei do filme por várias coisas. Porém,gostaria
mais que vocês (ambos pessoas da comunicação, e gostando dos dois)se degladeassem com elegância na maneira de escrever, ambos o sabem fazer, porquê entrar na baixaria de linguagem, sabendo que vão ser lidos por muitas pessoas. Pessem nisso!
Um abraço
Xico.

Anónimo disse...

É uma vergonha o que diseste e escreveste sobre um ícone nacional. Nem acredito no que acabei de ler.

Anónimo disse...

José Gonçalez, ou melhor futuro Dr. José Gonçalez. O que escreves é certíssimo, tal como se o tens feito no teu blog e escritos que eu muito aprecio. Quanto ao Pedro Soeiro, cada um escreve o que sabe e a mais não é obrigado.

José Gonçalez disse...

Para terminar com isto, pelo menos da minha parte. nada tenho, ou alguma vez tive contra o Pedro Soeiro, somos e sempre fomos amigos, julgo eu. Apenas não entendi porquê, atacar o facto de eu não ter gostado do filme e do que fizeram a esta Srª. Não me degladio com ninguém. A vida já é tão dificil e não estou para me andar a chatear ou zangar com alguém. Abraços.

Anónimo disse...

Pensa você...
Quanto ao Sr. Pedro, a forma de ele se fazer sobressair é ofendendo as pessoas ou falando mal de alguma coisa. Nada de construtivo, aliás, exactamente como o executivo para quem ele trabalha e que permite part times

soeiro disse...

Há um mês que não colocava aqui qualquer post e quando coloco há logo arraial... Vamos lá às respostas:

1- José Gonçalez - Não penses que este post é uma resposta ao colocado por ti no teu blog. Este meu comentário estava escrito, em parte, desde Sábado, mas afazeres pessoais e profissionais impossibilitaram-me de o colocar on-line. Coincidência e só isso, não penses outras coisas, fizeram com que este meu post fosse colocado sensivelmente duas horas após a colocação do teu.
Quanto ao resto do teu comentário, tens a tua razão e eu tenho a minha... São opiniões. Um abraço.

2- Fernando Jorge - Viva Amália...

soeiro disse...

Continuando...

3- Francisco - Não me degladio com ninguém e tenho confiança suficiente com o José Gonçalez para falarmos sobre esta questão frontalmente, sem ser a andarmos a escrever recadinhos nos blogs. Um grande abraço...

4- Anónimo das 10.28 - O que foi que eu escrevi de errado? Que a Amália era um ser humano? Vais-me agora dizer que é mentira... Acredita no que acabaste de ler pois está lá tudo... Um abraço...

soeiro disse...

Anónimo das 11.09 - Tem toda a razão. Cada um escreve o que sabe e a mais não é obrigado. Se não gosta, meta à borda do prato...

José Gonçalez - Podes crer que continuamos a ser amigos. Era o que mais me faltava era zangar-me contigo por causa do filme sobre a Amália. Como tu dizes: "A vida já é tão dificil e não estou para me andar a chatear ou zangar com alguém." Um abraço...

soeiro disse...

Anónimo da 1.31 - Não tenho qualquer pretensão de sobressair da mesma forma como você o fez. Acha que falei mal do filme? Provavelmente sou o único em Estremoz a defender o mesmo. Acha que ofendi a Amália? Não o fiz, em nenhuma das linhas que escrevi isso aconteceu. Não trabalho para o executivo, mas sim para a Câmara Municipal de Estremoz,que são coisas bem diferentes. Em relação aos part-times, não se deve estar a referir a mim, visto não trabalhar com nenhuma instituição em part-time. Mesmo que isso aconteça, deixe-me que lhe diga que essa situação está prevista na lei, desde que autorizada pela autarquia... Isso acontece em todas as Câmaras do país, não é só em Estremoz...
Acho que já chega de explicações a si... Não serve o meu blog, nem sou obrigado, a abrir a cabeça a burros, muito menos anónimos... É por causa de FDP como o senhor que esta cidade não evoluiu...

NOTA: Quando referi FDP não me interpretem mal, apenas quis dizer FRUSTRADOS DA POLITICA.